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Espaço de JDaniel - o Jacaré, e Paulo Branco RadialistaDa Boca do Jacaré: Eu não viro sapato, nem bolsa de Madame, nhac,nhac,nhac |
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January 16 Blog do Paulo Branco Radialista - www.paulobranco.com - pbradialista: Serviço Postal, anúncios emotivos e memoráveis.Últimos 30 Artigos
Últimos 30 Artigos Paulo Branco - Radialista (feeds) * Serviço Postal, anúncios emotivos e memoráveis. * Propagandas antigas, Revista Seleçoes * 30 maiores jingles e reclames - parte 3 * Lula, chulé ou bromidose? * Exemplo de vida, após as enchentes * Fusca, 50 anos * Plano 100 * Reclame: ainda sobre o Natal * Filmes Premiados no Festival de Sundance - semana 12-17 de janeiro * Repórter Esso: atual ou profético? * 30 maiores jingles e reclames - parte 2 * Caros Ouvintes - Uma Pequena História do Rádio * 30 maiores jingles e reclames - parte 1 * Pensar faz bem * Filmes Premiados no Festival de Sundance - semana 05-10 de janeiro * Jingles famosos de Ano Novo - Pernambucanas * Meu dilema * Danilo Johann, os jingles, as músicas, a banda * Programação Jan/2009 no CINEVÍDEO1 * Jingles famosos de Ano Novo - TELESP * Luiz Renato Ribas fala sobre CINEVIDEO1 * Lula Vieira e os jingles famosos - entrevista na CBN * Jingles famosos de Natal - Casas B. Moreira * Jingles inesquecíveis - Marcas do que se foi * Feliz aniversario Dani January 04 Galeria de Albuns no Kodakgallery.comAugust 08 Falando sobre YouTube - Jacare X Sucuri 2 - Veja + no Canal Jacareziano - http://www.youtube.com...Assista o Vídeo do Canal do Jacare no YOUTUBE Citação YouTube - Jacare X Sucuri 2 - Veja + no Canal Jacareziano - http://www.youtube.com/josedaniel13 June 28 Blog do Paulo Branco - RadialistaA Maratona da Cidade, por Paulo Branco"Suar a camisa",
era o lema dos profissionais das equipes em que atuei. Não só cumprir
horário, ir para casa e a Rádio que se dane. Nós estávamos sempre
bolando algo para melhorar a qualidade do programa que apresentávamos,
e muitas vezes, uma idéia vinha à nossa cabeça. É como escrever uma
poesia, a inspiração simplesmente chega. A dica: anote sempre, porque
assim como vem, vai, dá um branco e "cadê que a gente lembra".
Se não serve para teu programa, por causa da linha de trabalho que você
traçou, passe para um colega. Pode ser que para o programa dele
encaixe, e talvez, seja excelente. Se preocupar com a empresa que te
contrata é uma forma de "suar a camisa". Foi assim que criei a "Grande Maratona da Rádio Cidade".
Funcionava assim: por telefone, contatava com líderes de um determinado
bairro e depois de explicar do que se tratava, marcava uma reunião. "Me Tocava"
para bairros que nem conhecia, distantes do centro ou da Rádio que
funcionava próxima do DENTEL, pertinho do Hospital Evangélico. (Tempo para nossos comerciais, a GMR Cidade volta já!.) Email this • Subscribe to this feed • Powered By FeedBurner • Add to Yahoo MyWeb2 • Blog This • Add This! • Bookmark/Share Grande Maratona, uma festaAs reuniões da GMR Cidade
eram realizadas de preferência, na segunda-feira ou no sábado. Todas as
equipes deveriam estar reunidas na praça principal, ou ginásio, enfim,
em local escolhido pelo coordenador do evento. Isto, porque não era
mais um programa de rádio, mas um verdadeiro evento de interatividade
entre ouvintes, que viravam amigos,e toda a equipe da Rádio. Por que toda a equipe? Porque todos estariam lá no sábado, promovendo disputas desportivas e conhecendo o pessoal. Um jovem acompanhava a GMR Cidade
Contato com PB: contato@paulobranco.com Email this • Subscribe to this feed • Powered By FeedBurner • Add to Yahoo MyWeb2 • Blog This • Add This! • Bookmark/ShareFonte: http://pbradialista.blogspot.com April 23 Falando sobre Jacaré - retornar em breve a postar
Citação Jacaré - retornará em breve a postar November 09 Jacaré - retornar em breve a postar
Jacarezão voltará em breve, com informes também "dabocadojacare". Valeu!!!!! October 19 O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?Paulo Henrique Amorim Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno. É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas (“A trama que levou ao segundo turno”), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: “A radiografia da imprensa brasileira”. Fica ali demonstrado:
1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra (da empresa GW) chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos; 2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan; 3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele; 4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional”; 5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada; 6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro; 7) Ali Kamel, “uma espécie de guardião da doutrina da fé” da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: “Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos”, diz Kamel, segundo a reportagem 8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri. 9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo (clique aqui) em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas; 10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do “caso Lunus”, que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. ( A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.) 11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender; 12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito. 13) Que o Procurador Avelar declarou: “Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro ?” 14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: “Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido.”
Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: “ ... dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu.”
Quer dizer: o golpe funcionou.
Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, aqui no IG (http://blogdomino.blig.ig.com.br/), que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. “A trama atual tem sabor igual, é mais sutíl, porém. Mais velhaca,” diz Mino.
Permito-me acrescentar outro exemplo.
Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais? O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca. Que só não aconteceu, porque Brizola “ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra”, como, modestamente, escrevi no livro “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”, editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.
Está tudo pronto para o segundo golpe.
O Procurador Avelar está lá. Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo !). A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho ?”, que permite a recontagem do voto ? E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin. E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.
Leia também: Delegado Bruno: "cadê o repórter do JN?" PF acha que conclui processo contra Bruno em 90 dias Delegado da PF: "o objetivo é ... o Lula" OS FATOS OCULTOSOS FATOS OCULTOS Por Raimundo Rodrigues Pereira 1.Pode-se começar a contar a história do famoso dossiê que os petistas teriam tentado comprar para incriminar os candidatos do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin pela sexta-feira 15 de setembro, diante do prédio da Polícia Federal, em São Paulo. É uma construção pesada, com cerca de dez pavimentos, de cor cinza-escuro e como que decorada com uma espécie de coluna falsa, um revestimento de ladrilho azul brilhante, que vai do pé ao alto do edifício, à direita da grande porta de entrada. Dentro do prédio estão presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos, ligados ao Partido dos Trabalhadores e com os quais foi encontrado cerca de 1,7 milhão de reais, em notas de real e dólar, para comprar o tal dossiê. Mas essa notícia é ainda praticamente desconhecida do grande público.
É por volta das 5 da tarde. A essa altura, mais ou menos à frente do prédio, que fica na rua Hugo Dantola, perto da Ponte do Piqueri, na Marginal do rio Tietê, na altura da Lapa de Baixo, estaciona uma perua da Rede Globo. Ela pára entre duas outras equipes de tevê: uma da propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin e outra da de José Serra.
DELEGADO DA PF: “O OBJETIVO É ... O LULA”
Paulo Henrique Amorim (http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/392001-392500/392486/392486_1.html ) O Ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, acaba de informar que tem informações concretas de que o delegado Edmilson Bruno, da Policia Federal de São Paulo, ao distribuir as fotos do dinheiro à Jovem Pan, ao Estado de S. Paulo, ao Globo e à Folha de S. Paulo disse que seu objetivo era “... o Lula e o PT e acabar com a eleição”. Imediatamente após, o delegado Bruno, segundo Genro, simulou um B.O. (Boletim de Ocorrência) em que dizia que o CD com as fotos tinha sido roubado de sua mesa. Segundo Genro, essa é “uma operação política para construir um cenário parecido com o do seqüestro do empresário Abílio Diniz, em 89, em cima da eleição, quando Lula enfrentou Collor, e interferir na vontade popular, se aproveitando de um cerco da mídia à campanha de reeleição do presidente Lula”. Segundo Genro, a mídia impediu que a população tivesse clareza de que foi o Governo Lula quem desbaratou as quadrilhas de vampiros e sanguessugas que estavam impunes desde o Governo anterior: “a população pensa, equivocadamente, que isso tudo foi montado no Governo Lula”, disse Genro. Genro acredita que, dessa vez, porém, a população não vai se enganar. “Já foi enganada uma vez e agora está madura para fazer a opção”.
13/10/2006 13:21h DELEGADO BRUNO: “CADÊ O REPÓRTER DO JN?”13/10/2006 13:21hDELEGADO BRUNO: “CADÊ O REPÓRTER DO JN?”O diretor-adjunto da revista Carta Capital, Maurício Dias, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 13, que antes de divulgar as fotos do dinheiro apreendido para comprar o chamado “dossiê Serra”, o delegado da Polícia Federal de São Paulo Edmilson Bruno perguntou se algum repórter do “Jornal Nacional” estava na sede da PF. Ele queria repassar as fotos do dinheiro para esse repórter (clique aqui para ouvir). -> Edmilson Bruno divulgou as fotos do dinheiro apreendido com petistas O caso está detalhado na edição desta sexta-feira da revista Carta Capital que já está nas bancas, com a manchete: “A trama que levou ao segundo turno”. “Há várias outras informações que a matéria dá que mostram que a questão da foto foi utilizada politicamente e, se você pegar as informações da pesquisa Vox Populi, mostra que realmente foi fundamental para que a eleição viesse para o segundo turno”, explicou Maurício Dias. Leia os principais pontos da entrevista com o jornalista Maurício Dias: Segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta sexta-feira pela Carta Capital, o presidente Lula tem 56% dos votos válidos contra 44% de Alckmin. A pesquisa mostra uma continuidade do primeiro turno. Maurício Dias disse que é uma balela dizer que o segundo turno é uma outra eleição. Desse modo, o petista continua mais fraco no Sul e cresceu no Nordeste e no Rio de Janeiro. A pesquisa mostra ainda que pela primeira vez na pesquisa, ricos e pobres se equivalem entre os 50% que consideram o governo do presidente Lula bom ou ótimo. O Vox Populi mostrou também que 32% dos eleitores entrevistados acharam que Geraldo Alckmin foi mais agressivo que o Presidente Lula no debate do último domingo na TV Bandeirantes. Maurício Dias disse que doutor Alckmin, formado em medicina, exagerou no remédio da agressividade. Quando o tucano transfere essa agressividade para frente do candidato, ele parece ultrapassar os limites do respeito ao presidente da República. Maurício Dias citou ainda um estudo do diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, sobre 120 eleições. Em apenas um caso um candidato obteve menos votos no segundo turno do que no primeiro turno.
Clique aqui para acessar o site da Carta Capital.
FOTOS: POR QUE PF TEM CERTEZA QUE FOI DELEGADO
Paulo Henrique Amorim ( http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/392001-392500/392458/392458_1.html ) A direção da Polícia Federal não tem mais dúvida de que quem vazou as fotos do dinheiro para a imprensa foi o delegado Edmilson Bruno. Segundo fonte da Polícia Federal, a PF só não sabe se ele vazou por dinheiro; por inclinação partidária ou para subir na hierarquia da Polícia Federal no caso de uma derrota do presidente Lula. O delegado Bruno só entrou na investigação da máfia dos sanguessugas porque era o delegado de plantão em São Paulo no dia em que o delegado de Cuiabá pediu à PF de São Paulo para fazer diligência no hotel Íbis em São Paulo. Depois disso, o delegado Bruno, como era natural, saiu do caso. Segundo informações de uma fonte da Polícia Federal, o delegado Bruno soube que estava sendo feita a perícia com o dinheiro na Caixa Econômica Federal de São Paulo. Ele disse aos peritos que tinha voltado ao caso, tirou uma maquina fotográfica e fotografou o dinheiro. Bruno pediu aos peritos para copiar as fotos em CD, porque ele não sabia fazer isso. Depois, ele distribuiu as fotos a seis jornalistas, que poderão esclarecer à Justiça que foi ele quem distribuiu. Segundo a direção da Polícia Federal, o delegado Bruno cometeu algumas irregularidades: 1) Entrou num inquérito em que não trabalhava; 2) Participou de uma perícia da qual não devia; 3) Cometeu a imperícia de deixar o CD com as fotos em cima de sua mesa. A PF acredita que o delegado Bruno foi instrumento de “armação política”.
Último Segundo: PF já sabe quem vazou fotos "a mando do PSDB", diz Tarso Genro Reuters: Coligação de Lula pedirá impugnação de Alckmin
ÓDIO DE CLASSE: CAMPANHA ANTI-LULA DESTILA PRECONCEITO E RACISMOÓDIO DE CLASSE: CAMPANHA ANTI-LULA DESTILA PRECONCEITO E RACISMO Luiz Inácio Lula da Silva tem sido vítima e discursos preconceituosos desde que disputou pela primeira vez um cargo executivo (em 1982). Mas na atual disputa eleitoral, com o crescente protagonismo da internet na campanha, o nível de baixaria e preconceito contra Lula chegou a níveis nunca antes observados numa eleição presidencial. O portal de relacionamentos Orkut foi alvo, recentemente, de processos judiciais que denunciam a utilização do site para a propagação de idéias racistas, preconceituosas e moralmente ofensivas. Como reação às denúncias, a Google Inc., controladora do Orkut, determinou a retirada de todas as comunidades que contivessem conteúdo inapropriado. Mas o que a Google não se deu conta ainda é que o “perigo” mora também em ambientes onde não se imagina que o preconceito e o racismo vão prosperar. Comunidades criadas no rastro do processo eleitoral, como as que são dedicadas às candidaturas presidenciais, são diariamente bombardeadas com mensagens de ódio e preconceito. Na comunidade “Nós votamos LULA Presidente 13”, a todo momento são denunciadas mensagens de conteúdo racista e preconceituoso, em geral disparadas por pessoas que se autodeclaram anti-Lula e de alguns que se definem como apoiadores da candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). É preciso ressaltar, porém, que o site oficial do candidato Geraldo Alckmin, em nenhum momento reproduziu, repercutiu ou incentivou qualquer mensagem deste tipo. "Pobre", "nordestino" "ignorante"... Um dos comentários mais polêmicos foi de um usuário do Orkut que proclamou que Alckmin “não irá precisar dos nordestinos” se for eleito presidente. Um outro usuário chegou a espalhar uma imagem propondo a divisão do país em duas partes: o Norte e Nordeste ficaria sob a presidência de Lula e o Sul, Sudeste e Centro-Oeste sob o comando de Alckmin. Outro usuário, escreveu: “o pobre é burro por natureza, ele vota no Lula para continuar pobre"".Devido à enorme quantidade, seria impossível listar todas as mensagens de cunho preconceituoso que percorrem o Orkut diariamente, mas o tom de todas elas é sempre muito parecido As “peças” de propaganda anti-Lula não ficam restritas ao Orkut. Elas se espalham pela Internet com uma velocidade espantosa. É difícil encontrar um usuário de internet que não tenha recebido em sua caixa postal eletrônica pelo menos uma mensagem que qualifica o presidente como “ignorante”, “iletrado”, “nordestino burro”, “operário cachaceiro” e outras tantas de calão ainda mais baixo. E nos últimos tempos, esta adjetivação deplorável passou a ser estendida também aos eleitores do presidente. Uma das mensagens que mais se propagaram através de e-mails foi uma falsa carta atribuída, também falsamente, a uma pessoa de nome Otacílio na qual se registrava: “Senhor Lula, o senhor foi colocado onde está por pessoas tão ignorantes quanto o senhor”. Mas a difamação é tamanha que a campanha de Lula precisou criar um boletim chamado “Boletim antivírus”, destinado a desmentir e criticar as mensagens espalhadas pela Internet. Segundo texto deste boletim, parte significativa das mensagens anti-Lula que circulam na Internet é constituída de charges, piadas, fotos e frases depreciativas contra o presidente da República. Há de tudo: de mentiroso a analfabeto, passando por bêbado.“Claro que se trata de grosseria, pura e simples. Mas, no fundo, estamos diante de um velho e lamentável conhecido: o preconceito de classe. Numa de suas variantes, o trabalhador não teria condições de governar o país, porque não teria a "alta cultura" exigida para tanto”, diz o boletim. Deficiência vira motivo de piada e peças de campanha Fora da Internet (mas alimentada por ela) o preconceito ganha forma através de peças de campanha como adesivos e panfletos apócrifos. Na região Sul, apoiadores de Alckmin distribuíram nas últimas semanas adesivos mostrando a figura de uma mão, com quatro dedos, dentro de um círculo cortado pela tarja símbolo de ""proibido"". A militância pró-Lula reagiu à ofensa e criou um outro adesivo, que mostra o desenho de uma mão aberta em ""L"", símbolo das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado dos dizeres ""Sou contra o preconceito, sou Lula"". A iniciativa foi do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), que mantém em seu site modelos do adesivo e comentários sobre a campanha preconceituosa dos adversários de Lula.O presidente perdeu o dedo mínimo da mão esquerda num acidente de trabalho, quando era torneiro mecânico em fábrica do ABC paulista. Também a Associação Paranaense de Deficientes se mostrou indignada com a imagem, que incentivaria o preconceito. Segundo o assessor da campanha de Lula no Paraná, Fernando César de Oliveira, o adesivo está disseminado em Curitiba e no interior do Estado. O material também foi visto em Goiânia e São Paulo. Em Porto Alegre, o mesmo material foi apreendido no último domingo. Ele era distribuído por correligionários da coligação Rio Grande Afirmativo, de Yeda Crusius (PSDB). A juíza eleitoral Ângela Maria Silveira determinou busca e apreensão dos adesivos por considerar que promoviam manifestação preconceituosa em relação ao presidente. Um leitor do Vermelho que prefere não se identificar, enviou uma mensagem ao portal lamentando a campanha anti-Lula que explora a deficiência do presidente. Ele afirma que, na empresa onde trabalha, recebeu um e-mail contendo uma imagem explorando de forma jocosa os quatro dedos de Lula. “Além de confundir o eleitor mais simples, é extremamente preconceituoso. Recebi este e-mail do meu gerente e fiquei chateado, pois também perdi parte do indicador e médio da mão direita”, protesta. Lideranças derrapam em comentários polêmicos Mas o discurso preconceituoso não está impregnado apenas na ""militância"" que faz a campanha de Alckmin acontecer. Lideranças importantes do PSDB, como o recém-eleito governador de São Paulo, José Serra, e até o vice na chapa de Geraldo Alckmin, o senador José Jorge (PFL-PE), já foram flagrados em comentários polêmicos. Isso sem falar na já clássica frase do pefelista Jorge Bornhausen sobre “acabar com essa raça” de petistas.No último dia 16 de agosto, durante uma entrevista ao programa SPTV, da Rede Globo, José Serra afirmou que parte da culpa pelos maus resultados da educação no estado de São Paulo seria dos migrantes. ""Diferentemente dos Estados do Sul [que foram os primeiros colocados na avaliação], São Paulo tem muita migração. Muita gente que continua chegando... Este é um problema"", afirmou Serra. Já o vice de Alckmin, senador José Jorge, comentou que a votação de Lula no primeiro turno seria prejudicada por causa dos eleitores nordestinos que, segundo insinuação do senador, não sabem votar direito. ""No Nordeste, onde o Lula tem a maioria, o aproveitamento do voto é menor, porque as pessoas erram mais"", afirmou José Jorge. E não apenas os tradicionais aliados apelam para o preconceito, mas também os novos aderentes da candidatura tucana, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, dão sua cota de contribuição para difamar o adversário a partir de comentários discriminatórios. Em texto publicado nesta quarta-feira (11), Garotinho, que é evangélico, repudiou os rituais de religiões afro-brasileiras. Além da manjada tradição de citar os recentes escândalos no governo, Garotinho diz que o presidente Lula fez vodu na África e “tomou banho de pipoca na Bahia”. “Sempre fui um defensor da liberdade religiosa. Mas é inadmissível que um cristão renomado, que conheça a palavra de Deus, vote em Lula, sabendo o que ele faz para ganhar voto”, cita Garotinho no texto.Mídia grande também destila seu veneno Setores da mídia conservadora também ajudam a colocar lenha nesta fogueira. Basta lembrar a lamentável reportagem da revista Veja, na qual o semanário estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: “Ela pode decidir a eleição”. A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: “Nordestina, 27 anos, educação média, R$ 450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. Segundo o jornalista Altamiro Borges, “o intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a população mais carente”Algum tempo depois, foi a vez do jornal O Estado de São Paulo alimentar o mesmo discurso. Em matéria do dia 25 de setembro, o Estadão afirma que “eleitor do Nordeste expressa maior tolerância com desvios do que o do Sudeste”. O tom preconceituoso da matéria chocou até mesmo profissionais da grande imprensa. O jornalista Franklin Martins escreveu em seu site um texto no qual afirma que “jogando com números de uma pesquisa do Ibope que não prova nada, a matéria tenta sustentar a tese de que os nordestinos, os pobres e os negros dão menor valor à questão ética do que os habitantes do “Sul Maravilha”, os ricos e os pobres.” ... “Mas há mais. O Estadão avalia também que a pesquisa do Ibope permite estabelecer relação entre cor de pele e rigor moral: ‘Os que se autodeclaram brancos são mais implacáveis com a ética: 88% não votariam num corrupto; os que se autodeclaram pardos cobram menos e 85% não votariam em indiciados por corrupção; mas os que se autodeclaram pretos são os menos rígidos com a ética: só 82% negam o voto a corruptos’. Queira-se ou não, a idéia que se passa é de que, quanto mais escurinha for a cor da pele, maior será a frouxidão com valores éticos”... "Tenha a santa paciência...”, protesta Martins, certamente externando uma indignação que é de todos os brasileiros de bom senso.Já a Folha de S.Paulo é mais cuidadosa em relação a matérias que envolvem conceitos étnicos e raciais, mas é adepta de outro tipo de preconceito: o que atinge pessoas com pouca escolaridade. Exemplo claro disso é a lista de perguntas que o jornal da família Frias havia preparado para o presidente Lula, caso ele tivesse aceitado participar da sabatina agendada pelo jornal durante o primeiro turno das eleições. Entre as 50 perguntas que poderiam ser feitas, estavam algumas do tipo: “Como o Sr. responde aos que o consideram um deslumbrado com o poder?”, “Qual o último livro que o Sr. leu? Poderia comentá-lo?” e “O Sr. é extremamente católico. Já foi criticado por uma espécie de discurso messiânico. O Sr. de fato considera que é melhor que seus antecessores, que é predestinado? Por quê?”.Desabafo de um eleitor Em artigo publicado no site AfroPress, o cineasta Joel Zito de Araújo desabafa: “Para nós que temos sensibilidade e faro para o preconceito e o racismo, não será evidente o quanto de preconceito étnico (nordestino) e de classe está por trás da campanha anti-lula? Confesso que, também por uma questão racial e de classe, sinto nojo do que leio na imprensa e ouço da classe média que circulam em torno de mim. Não sinto nenhuma intimidade e identidade com os articulistas da Folha, de O Globo, e com esse enorme clamor udenista da classe média pela punição ética do Lula.Esse é o mesmo povo elitista de sempre, de mentalidade colonizada que odeia a nossa luta política, as proposições de cotas, o povo real que temos. E, que nos odeiam e nos vêem como porta-vozes do atraso e do ressentimento. Vejam onde estão os principais nomes que combatem as cotas? É por tudo isto, e pelas coisas positivas que Lula fez no campo da cultura, no campo racial, na diminuição do sofrimento daqueles que são realmente pobres, na política de estreitamento de relações sul-sul, inclusive com a África, que decidi o meu voto. Embora tudo isto que nomeio como positivo seja passível de muita crítica. Nada foi feito de forma irretocável. Mas foi um avanço. Essas são as razões que decidi pelo voto no Lula, e que me levaram a escrever este artigo, desejando ardorosamente que esta novela ridícula acabe no próximo domingo (o texto foi escrito antes do primeiro turno).” Direto Da Boca do Jacaré: A sabedoria popular ensina muito, e os ímpios padecerão eterna perdição.Estão espalhando pela INTERNET uma mensagem enviada por algum imbecil do PFL/PSDB, aqueles “gerrilheiros” da informação que não tem argumentos ou cultura e ficam a enganar outros, que infelizmente acreditam e repassam as canalhices. Vejam a mensagem na íntegra: “JORNAL NACIONAL (Rede Globo) do dia 02/10/2006 Pronunciamento do candidato a reeleição LULA "" é lógico que todos os candidatos gostariam de ganhar as eleições no 1º turno, mas infelizmente, pela FALTA DE SABEDORIA dos eleitores isso nem sempre é possível"" Ou seja, chamou os 49.334.368 de brasileiros que não votaram nele de BURRO: Alckmin - 39.968.369 Heloisa Helena - 6.575.393 Cristovam - 2.538.844 Ana Maria - 126.404 Eymael - 63.294 Bivar - 62.064 51,39% para o "esperto" LULA são BURROS Vamos mostrar pra ele no dia 29 quem é BURRO. VAMOS REPASSAR, VAMOS ACABAR COM A ROUBALHEIRA ” Normalmente ignoro estas sandices, mas como recebi dum sobrinho querido, não poderia deixar de responder a mensagem, a qual passo a todos leitores desta coluna: Caro GUI: Veja que os mentirosos e maldizentes não merecem o nosso crédito. Você acreditou em alguém e repassou uma mentira: "..é lógico que todos os candidatos gostariam de ganhar as eleições no 1º turno, mas infelizmente, pela FALTA DE SABEDORIA dos eleitores isso nem sempre é possível" Ou seja, chamou os 49.334.368 de brasileiros que não votaram nele de BURRO..." LEIA a verdade: "Obviamente que todos os candidatos gostariam de vencer no primeiro turno, mas nem sempre a sabedoria popular permite que isso aconteça." Fonte: (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1295777-5601,00.html ) - 02/10/2006 - 21h21m - Atualizado em 02/10/2006 - 21h20m <!--[if !vml]--><!--[endif]-->- LULA PRIVILEGIA SOCIAL MAS DIZ QUE NÃO É SÓ CANDIDATO DO POBRE Agora diga se aqueles que passaram uma frase mentirosa e induziram você ao erro, merecem o respeito. Veja que estou informando a verdade e a fonte. Contra fatos não há argumentos. Eles mentem, dissimulam, usam e abusam dos mal ou pouco informados. Em 89 diziam que LULA pegaria apartamentos em Copacabana e daria aos pobres, que pegaria terras e dividiria em lotes, que fecharia todas as igrejas e outras insanidades. Em 2002, diziam que LULA aumentaria a inflação, a industria e agro-negócio quebrariam e não haveria exportação. O dólar estaria altíssimo e não haveria importação e muitas outras mentiras. Hoje você vê que o país mudou, e para melhor. Não querem comparar governo X governo (FHC X LULA). Por isso entram na questão ética, como se o Brasil tivesse conhecido a corrupção no dia 01 de janeiro de 2003. Poucos sabem e não há o devido esclarecimento pela grande mídia, que as quase 300 operações da PF neste governo, estão pegando, apurando e prendendo quadrilhas que iniciaram os crimes na década de 90. E pegam todo mundo, como o COMENDADOR ligado ao PSDB, o Borhaunsen pelo rombo de 5 bilhões no Banco Araucária (escândalo BANESTADO), roubos da DASLU, e vários políticos e coronéis respondem por crimes. Pegaram até pessoas ligadas ao governo LULA, pois a sujeira não vai para debaixo do tapete. Muito diferente do passado, que o governo FHC protegia e não prendia, não apurava e mandava engavetar. Ou esquecemos das privatizações criminosas e financiadas com o dinheiro do BNDES? Dos bilhões do PROER? Da compra de votos para a reeleição? Do escândalo SIVAM/SIPAM? Do escândalo SUDAM/SUDENE? Da epidemia de dengue com 200 mil casos? Do envolvimento do Juiz Lalau com a Tucanada e o Senador OK? Da festa dos Bancos Marka e FonteCindam? Da quebra do SIGILO no painel do Senado? Do APAGÃO? Dos bilhões do Banestado? Do escândalo dos Precatórios? Que a dívida que saltou de US$61 para 750 BILHÕES? Da menor taxa de crescimento da história republicana? Da Caravela dos 500 anos? Do fiasco da PETROBRAX? Das 50 CPIs barradas? Da quase "entrega" da Base de Alcântara aos EUA? De que a SELIC já foi a mais de 30%? Que os Sanguessugas e os Vampiros da Saúde são do governo FHC? Que a corrupção nos Correios começou em 1998, governo de FHC? Que o tal Diniz, aquele pego com a mão no “jarro”, era funcionário de carreira dos Correios e se filiou ao PTB para ser indicado em cargo comissionado, ainda no governo Collor? Do dinheiro secreto das campanhas 1994 e 1998? Da Pasta ROSA? Da quebra do monopólio da PETROBRÁS, início para uma furtura PRIVATIZAÇÂO? Do Engavetamento da CPI dos Bancos? Do escândalo da privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce? Dos Grampos instalados no BNDES? Da razão do Racionamento de Energia? Etc... Perceba meu caro sobrinho, que LULA recebeu cerca de 150 jornalistas do Brasil e de outros países no Palácio Alvorada e fez um pronunciamento falando sobre a lisura do processo eleitoral no nosso país e sobre a consolidação da democracia. Agradeceu aos eleitores e concedeu entrevista coletiva. Você não acha que se realmente ele tivesse dito a frase que você me enviou, toda a mídia brasileira e mundial já teria divulgado e repudiado a tal citação. É óbvio que ele não disse. E é muito clara a forma desrespeitosa que opositores, nas várias camadas da nossa sociedade, tratam o nosso presidente e o PT. Lembra na eleição de 2000 em Curitiba que picharam os muros na capital paranaense, contra a candidatura de “um aleijado” e seu vice “um negrinho”. Ou ainda, próximo a templos e locais religiosos, dizendo que o PT “fecharia todas as igrejas”. Ou os panfletos com fotos do candidato a prefeito e de um senador apoiador com “orelhas pontudas e chifres”. Este tipo de baixaria já não tem reflexos na população, mas como a INTERNET é um meio novo de comunicação, eles já se especializaram em mandar uma grande variedade de “torpedos” falsos, preconceituosos, racistas e mentirosos. Finalmente meu caro sobrinho, segundo o Dicionário Aurélio, PERDIÇÃO significa desgraça, ruína, estrago, desastre, perda. Exemplos: a perdição da esquadra; a perdição dos mentirosos. E também significa condenação às penas eternas; danação; perdição das almas; desonra, descrédito, imoralidade, desregramento. Portanto, muito cuidado com estes mentirosos amigos do FHC, ACM, Alckmin e CIA LTDA. Eles são vermes e estão perdidos. Direto da Boca do Jacaré eu digo: “Estes vermes padecerão eterna perdição, no lago de fogo e enxofre, pois no inferno o verme nunca morre!”, NHAC, ... NHAC... e CRUZ CREDO!!! VISITE: http://dabocadojacare.blogspot.com/ Direto Da Boca do Jacaré: A sabedoria popular ensina muito, e os ímpios padecerão eterna perdição.
2/10/2006 - Cobertura tendenciosa
2/10/2006 - Cobertura tendenciosa http://www.portaldoleaolobo.com.br/int_rugido.asp?cod=67022 Os meus colegas jornalistas da área política que me perdoem mas "tucanaram" feio. Tomaram partido nestas eleições, torceram, fizeram campanha explícita no ar e pegou mal. E ao darem o resultado das urnas ou ficavam felizes com os resultados ou perplexos como no caso da Bahia e do Rio Grande do Sul porque os resultados não saíam como eles esperavam.Meus colegas jornalistas esquecem que assim como a classe política é julgada pela população, nós jornalistas também estamos sob a mira dos nossos leitores, internautas, ouvintes e telespectadores. Sempre há uma certa tendência em todas as coberturas jornalísticas e esportivas. É até normal, visto que o jornalista é humano. Sempre percebemos o seu time, o seu candidato do coração, às vezes é até melhor que ele assuma isso publicamente, com toda a transparência possível, mas com toda a isenção do mundo consiga mostrar também o lado bom dos projetos dos candidatos concorrentes, o que é bem difícil. Só que desta vez meus colegas extrapolaram. Foram com tudo para cima do PT, como se no PSDB só existissem anjos e como se o jogo político fosse feito de ingênuos, como se o governo FHC, que permaneceu aí por oito anos, não tivesse vendido quase todas as empresas nacionais para empresas estrangeiras, que hoje nos oferecem serviços péssimos por preços altíssimos, ou será que não percebemos isto? Será que os colegas esqueceram de perguntar isto aos políticos do PSDB de FHC que agora vão nos governar?
September 28 Direto da Boca do Jacaré: A ocultação de cadáver.Direto da Boca do Jacaré: A ocultação de cadáver. Fala-se muito em tirar “esqueletos dos armários”. Hoje eu quero escrever sobre cadáveres. O cadáver atual é o início da tramóia e a corrupção da Máfia da Saúde, nos idos da década passada. O crime em si, similar ao descrito nos Art. 211 e 212 do Código Penal, é praticado pelo partido de aluguel do PFL (PSDB), pelo senador dono de Banco e pensamento Único, e pela grande maioria dos donos da mídia brasileira. Cometem também, as “meninas do Jô” e outros jornalistas “mensaleiros”. Além é claro, dos insanos e imbecis que tentaram o delito da compra de provas já conhecidas. A idéia do artigo é trazer o descrito nos Art. 211 e 212 do Código Penal (CP) e pela Lei 9.343/97, e adaptá-los para esfera atual dos noticiários. Não sou especialista, nem na questão do Código Penal ou Área do Direito, porém pesquisando aprendi algumas considerações importantes sobre o delito de Destruição, subtração ou ocultação de cadáver, previsto no Art. 211 do Código Penal, bem como dos dispositivos da Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, que dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento. Como a Coluna também é cultura, vide Notas ao final do texto explicando os artigos da CP e Lei. Como sabemos, a denúncia que permitiu o início das investigações da denominada “máfia dos Sanguessugas” partiu do próprio governo. Coube à Controladoria-Geral da União alertar a Polícia Federal sobre as irregularidades. A PF iniciou as investigações em 2004 e, com o auxílio da Receita Federal, identificou 22 empresas fantasmas montadas para dar aparência de veracidade para as concorrências para venda das ambulâncias. Foram quebrados, com a autorização da Justiça, os sigilos bancário e telefônico de 60 pessoas. Com base nessas informações, os envolvidos foram identificados. Em matéria anterior da Coluna Direto da Boca do Jacaré (SERRASSUGAS fazem mal a saúde) e tantas outras Até que “imbecis” nos fazem um favor e a “coisa” volta à tona. Aí começa toda ocultação de cadáveres. Só citarei uma das fontes da imprensa, já que tem o “dedão” do “Cidadão Cisneros Kane”, um dos donos desta e outras mídias no Brasil e no Mundo. É sigilo de justiça, mas deve ter grampo na PF ou é matéria mentirosa, e a “Folha” divulgou em 22 de setembro (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83620.shtml) o seguinte: - No depoimento, Vedoin disse que o candidato a presidente Geraldo Alckmin (PSDB) "não tem relação com a máfia dos sanguessugas" e "que não há indícios" da participação, "na máfia", do tucano José Serra, candidato ao governo de SP. Mas Vedoin incrimina o empresário Abel Pereira "dizendo que ele recebeu valores para liberação de recursos pendentes na gestão de Barjas Negri [substituto de Serra em 2002] no Ministério da Saúde". Continua: - À revista o empresário da máfia disse que o esquema era "mais fácil" quando Serra era ministro. Ontem, isentou o tucano. O dossiê era formado por vídeo, DVD e fotos que mostram Serra em cerimônia de entrega de ambulâncias, em 2001. Há duas fotos de Alckmin em congresso em SP. Vedoin disse que há 90 dias mandou chamar na prisão o empresário Valdebran (filiado ao PT), de quem disse ser amigo há oito anos, para cobrar dívida de R$ 700 mil, referentes à compra de emendas ao Orçamento. Parêntesis meu aqui: Neste caso, é irrelevante o partido ao qual Abel e Barjas são filiados. Relevante é dizer no início da matéria: - “ ... disse ontem à Polícia Federal em Cuiabá (MT) que foi procurado, na "semana retrasada", pelos petistas Valdebran Padilha, Gedimar Passos e Expedito Afonso Veloso ....”. Relevante é inocentar os candidatos do PSDB e acusar o PT. É o velho jogo do “implícito”, da propaganda “subliminar”, potencializando no aprofundando do desgaste da imagem e rejeição. E para não entender: “Há duas fotos de Alckmin em congresso em SP.” (sic). Noutra matéria (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83649.shtml): - Alckmin não aparece no DVD. Segundo o blog do Josias, o tucano, conforme informações da Polícia Federal, é visto apenas em uma foto do dossiê. Mais ocultação, ou será vilipendiação? Tem segredo de justiça ou tem papagaio da PF ajudando tucano? Mais uma dissimulação dos fatos (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83537.shtml): O consultor sindical Wagner Cinchetto, 43, afirmou ontem, em entrevista à Folha, que dois dos principais personagens da operação de compra de dossiê contra tucanos na atual campanha eleitoral participaram de um grupo petista que operou na campanha presidencial de 2002 para proteger o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva de denúncias e levantar acusações contra os adversários da campanha. A matéria segue e num dos trechos encontramos: - Em 2003, a revista "Veja" revelou a existência do aparato da campanha de 2002. Na época, a revista disse ter apurado o assunto com 17 fontes. Assessor da presidência da Força Sindical por dois anos (1991-1993) e um dos fundadores da central, hoje consultor sindical, Cinchetto resolveu quebrar o silêncio de quatro anos e afirmou que documentos foram obtidos no Banco do Brasil para atacar o então candidato tucano à Presidência da República, José Serra. O grupo também estaria por trás de denúncias contra o vice do candidato Ciro Gomes (então no PPS e hoje no PSB), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Outro parêntesis meu: é irrelevante o partido do Wagner e do Paulinho, mas não o é sobre o do Ciro. Vários outros nomes e entidades aparecem: Oswaldo Bargas, Carlos Alberto Grana, Berzoini, Ricardo Sérgio e o pessoal do Serra (sic), Gregório Marin Preciado, Ministério Público, CUT, Força Sindical, Jorge Lorenzetti (citado como “churrasqueiro” e que a imprensa passou utilizar pejorativamente), Banco do Brasil e funcionários (sic) e o PT. Já que ficou de domínio publico, o MP deve atuar. Em tempo (para não dizer outro parêntesis meu): o PSDB não é citado nenhuma vez, pois é irrelevante citá-lo (e “vade retro”). Para finalizar, eu acabo acreditando que eles não gostam do partido de aluguel, pois de novo deixam de citar a sigla até em pesquisa (http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u83642.shtml): - Mesmo após o escândalo sobre o dossiê supostamente comprado pelo PT contra tucanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, venceria no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, segundo pesquisa Vox Populi, encomendada pela revista "Carta Capital" e divulgada nesta sexta-feira. Na pesquisa, Lula aparece com 51% das intenções de voto, seguido pelo tucano Geraldo Alckmin, com 27%. Na pesquisa anterior, divulgada em 1º de setembro, o petista tinha 50% e o tucano, 25%. Parêntesis: É irrelevante citar o partido do candidato tucano, pois quem manda mesmo é o PFL (“vade retro”). Direto da Boca do Jacaré eu faço o meu último parêntesis: “Pare eles, cadáveres são cadáveres, nada mais do que cadáveres. Vilipendiar, destruir, ocultar é com eles mesmo”. Nhac .. Nhac ... Nhac ... EM TEMPO: Alguém poderia explicar e dimensionar o tamanho da tromba da economista que entrevistou LULA dias atrás na TV? Nota: Como dizem os juristas, passemos a comentar as figuras típicas dos artigos citados: Proíbe o Art. 211, Código Penal, a destruição, subtração ou ocultação de cadáver ou parte dele, cominando a esta conduta típica a pena privativa de liberdade na modalidade de reclusão, de 1 (um) a 3 (anos), cumulada com a multa. Já o Art 212, trata de vilipendiar cadáver ou suas cinzas. As condutas incriminadas consistem em destruir (destroçar, fazer desaparecer, isto é, levá-lo a deixar de ser considerado como tal); subtrair (retirar do local em que se encontra sob vigilância de alguém) ou ocultar (esconder temporariamente, somente podendo ocorrer antes do sepultamento) cadáver ou parte dele. A ação vilipendiar significa aviltar, ultrajar e pode ser praticada mediante palavras, escritos ou gestos. O bem jurídico destacado pelo CP é o sentimento de respeito aos mortos, principalmente por parte de seus familiares e amigos. Consuma-se com a destruição total ou parcial, subtração ou ocultação ainda que temporária do cadáver ou parte dele. O dolo consiste na vontade livre e consciente de destruir, subtrair, ocultar ou vilipendiar. Admite-se a tentava em consonância com o meio de execução. Quanto as CONDUTAS INCRIMINADAS PELA LEI Nº 9.434/97, Lei de Transplante de Órgãos, tendo em vista a finalidade deste texto, só serão comentados os crimes que possam ter alguma correlação com o Art. 211, CP: Reza o Art. 14: Remover tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoa ou cadáver, em desacordo com as disposições desta lei: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa, de 100 (cem) a 300 (trezentos) dias-multa. Art. 14, § 1º: Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa ou por outro motivo torpe: Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, de 100 (cem) a 150 (cento e cinqüenta) dias-multa. Art. 15: Comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano: Pena – reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, de 200 (duzentos) a 360 (trezentos e sessenta) dias multa. Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou aufere qualquer vantagem com a transação.
Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS fazem mal a saúde.Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS fazem mal a saúde. Ao final desta, anunciamos a nova campanha do Ministério da Saúde, “Em 2000 a Planam conseguiu vender através do esquema Sanguessuga Com a posse do governo Lula o esquema foi sendo desmontado com a Uma análise isenta dos dados revela que tal esquema foi montado e Não é a toa que o dono da Planam , Vedoin, em depoimento a Se é verdade que, por enquanto, não há provas de eventuais A revista Isto É, de 02/08/2006, nas páginas 37 e 38 mostra o Pode-se considerar que a gestão José Serra à frente do Ministério Dos 591 municípios beneficiados pelo esquema Sanguessuga/Planam Querem mais? Vide então outra matéria que nos chegou pelo Yuri: 14/09/2006 - Vedoin diz que pagou propina a Serra. http://noblat.estadao.com.br/noblat/visualizarConteudo.do?metodo=exibirPosts&data=14/09/2006#post25483 “Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam e chefe da Máfia dos Ele disse que pagou propina a José Serra, na época ministro da A grana era repassada para os dois pelo empresário do ramo da Vedoin apresentou cópias de 15 cheques que diz ter passado para * Kanguru, uma factoring de São Paulo; Os fatos por si sós recomendam a execração pública dos infratores, (1) Por si sós ou Por si só – (Fonte: www.linguabrasil.com.br) "A expressão 'por si só' é usada sempre no singular ou deve também ser flexionada no plural? Deve-se pluralizar a expressão de acordo com o substantivo em referência. Quando reforça o pronome "si" (que serve para singular e plural), a palavra "só" tem valor adjetivo e é portanto flexionável. É como se disséssemos "a ação por si mesma, as provas por si mesmas, os fatos por si próprios". Alguns exemplos:
A Coluna Direto da (meia) Boca do Jacaré, ainda em tratamento dentário e implantando dentes, continua apresentando cultura, mas “mordendo” sempre. Nhac, ... Nhac, ... Nhac ... E agora, anunciamos a nova Campanha do Ministério da Saúde: “ O Ministério da Saúde adverte: SERRASSUGAS fazem mal a saúde. Previna-se, Use o voto”. Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS, filhotes do Serra.Direto da Boca do Jacaré: SERRASSUGAS, filhotes do Serra.No final de 2004 a CGU (Controladoria Geral da União), vide (1) fonte Folha de São Paulo, encaminhou para o Ministério da Saúde e para a Polícia Federal uma denúncia de que uma quadrilha agia na distribuição de emendas federais parlamentares para os municípios, com a finalidade de aquisição dirigida de unidades móveis de saúde (ambulâncias). O beneficiário do esquema era a Planam que produzia e comercializava ambulâncias. A Planam viabilizava seus negócios pagando propina a deputados, funcionários do Ministério da Saúde e prefeitos. Tal fato veio a público através da constituição da chamada CPI dos Sanguessugas em 2006. A análise fria dos dados comprova que a quadrilha sanguessuga começou a funcionar em 1998 e ganhou grande impulso entre 2000 e 2002, quando Ministro da Saúde era o senhor José Serra, atual candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo. Em 2000 foram analisados 458 convênios com prefeituras, destes 131 são vendas da Planam. Em 2001 foram analisados 961 convênios com prefeituras, destes 233 são vendas da Planam. Em 2002 foram analisados 615 convênios com prefeituras, destes 317 são vendas da Planam. Em 2003 foram analisados 570 convênios com prefeituras, destes 139 são vendas da Planam. Em 2004 foram analisados 439 convênios com prefeituras ,destes 71 são vendas da Planam. (1) Vide. Essa expressão é usada amiúde, como imperativo do verbo ver. Ex.: Vide rodapé; vide página 13 etc. Poder-se-ia usar ‘vede’. Usa-se vide quando se quer remeter alguém a outro livro, capítulo, página, trecho. Abrevia-se v. ou V. – inicial maiúscula quando no início da frase. O imperativo do verbo ver de fato é "vede", que se refere a "vós", pronome rarissimamente usado no Brasil, motivo por que preferimos o latim "vide", que se traduz por veja (que me recuso a utilizar) ou até mesmo pelo infinitivo, por exemplo: ver pág. 10. Ver referência no final do capítulo. Fonte: www.linguabrasil.com.br Vede que na Coluna Direto da (meia) Boca do Jacaré, em tratamento dentário, também aprendemos um pouco de cultura. Mas agora que mais fatos vêem a tona, abro a bocarra e afirmo: “Os Sanguessugas na verdade, são os Serrassugas.” ... Nhac, ... Nhac, ... Nhac ... Racistas controlam a revista VejaRecentemente, a revista Veja estampou na capa a foto de uma mulher negra, título de eleitor na mão e a manchete espalhafatosa: "Ela pode decidir a eleição". A chamada de capa ainda trazia a maldosa descrição: "Nordestina, 27 anos, educação média, R$ 450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro". O intuito evidente da capa e da reportagem interna era o de estimular o preconceito de classe contra o presidente Lula, franco favorito nas pesquisas eleitorais entre a população mais carente. A edição não destoava de tantas outras, nas quais esta publicação da Editora Abril assume abertamente o papel de palanque da oposição de direita e destina veneno de nítido conteúdo fascistóide. Agora, o escritor Renato Pompeu dá novos elementos que apimentam a discussão sobre a linha editorial racista desta revista. No artigo "A Abril e o apartheid", publicado na revista Caros Amigos que está nas bancas, ele informa que "o grupo de mídia sul-africano Naspers adquiriu 30% do capital acionário da Editora Abril, que detém 54% do mercado brasileiro de revistas e 58% das rendas de anúncios em revistas no país. Para tanto, pagou 422 milhões de dólares. A notícia é de maio e foi publicada nos principais órgãos da mídia grande do Brasil. Mas não foi dada a devida atenção ao fato de a Naspers ter sido um dos esteios do regime do apartheid na África do Sul e ter prosperado com a segregação racial". Líderes da segregação racial A Naspers tem sua origem em 1915, quando surgiu com o nome de Nasionale Pers, um grupo nacionalista africâner (a denominação dos sul-africanos de origem holandesa, também conhecidos como bôeres, que foram derrotados pela Grã-Bretanha na guerra que terminou em 1902). Este agrupamento lançou o jornal diário Die Burger, que até hoje é líder de mercado no país. Durante décadas, o grupo, que passou a editar revistas e livros, esteve estreitamente vinculado ao Partido Nacional, a organização partidária das elites africâneres que legalizou o detestável e criminoso regime do apartheid no pós-Segunda Guerra Mundial. Como relata Renato Pompeu, "dos quadros da Naspers saíram os três primeiros-ministros do apartheid". O primeiro diretor do Die Burger foi D.F. Malan, que comandou o governo da África do Sul de 1948 a 1954 e lançou as bases legais da segregação racial. Já os líderes do Partido Nacional H.F. Verwoerd e P.W. Botha participaram do Conselho de Administração da Naspers. Verwoerd, que quando estudante na Alemanha teve ligações com os nazistas, consolidou o regime do apartheid, a que deu feição definitiva em seu governo, iniciado em 1958. Durante a sua gestão ocorreram o massacre de Sharpeville, a proibição do Congresso Nacional Africano (que hoje governa o país) e a prolongada condenação de Nelson Mandela. Já P. Botha sustentou o apartheid como primeiro-ministro, de 1978 a 1984, e depois como presidente, até 1989. "Ele argumentava, junto ao governo dos Estados Unidos, que o apartheid era necessário para conter o comunismo em Angola e Moçambique, países vizinhos. Reforçou militarmente a África do Sul e pediu a colaboração de Israel para desenvolver a bomba atômica. Ordenou a intervenção de forças especiais sul-africanas na Namíbia e em Angola". Durante seu longo governo, a resistência negra na África do Sul, que cresceu, adquiriu maior radicalidade e conquistou a solidariedade internacional, foi cruelmente reprimida – como tão bem retrata o filme "Um grito de liberdade", do diretor inglês Richard Attenborough (1987). Os tentáculos do apartheid Renato Pompeu não perdoa a papel nefasto da Naspers. "Com a ajuda dos governos do apartheid, dos quais suas publicação foram porta-vozes oficiosos, ela evoluiu para se tornar o maior conglomerado da mídia imprensa e eletrônica da África, onde atua em dezenas de países, tendo estendido também as suas atividades para nações como Hungria, Grécia, Índia, China e, agora, para o Brasil. Em setembro de 1997, um total de 127 jornalistas da Naspers pediu desculpas em público pela sua atuação durante o apartheid, em documento dirigido à Comissão da Verdade e da Reconciliação, encabeçada pelo arcebispo Desmond Tutu. Mas se tratava de empregados, embora alguns tivessem cargos de direção de jornais e revistas. A própria Naspers, entretanto, jamais pediu perdão por suas ligações com o apartheid". Segundo documentos divulgados pela própria Naspers, em 31 de dezembro de 2005, a Editora Abril tinha uma dívida liquida de aproximadamente US$ 500 milhões, com a família Civita detendo 86,2% das ações e o grupo estadunidense Capital International, 13,8%. A Naspers adquiriu em maio último todas as ações da empresa ianque, por US$ 177 milhões, mais US$ 86 milhões em ações da família Civita e outros US$ 159 milhões em papéis lançados pela Abril. "Com isso, a Naspers ficou com 30% do capital. O dinheiro injetado, segundo ela, serviria para pagar a maior parte das dividas da editora". Isto comprova que o poder deste conglomerado, que cresceu com a segregação racial, é hoje enorme e assustador na mídia brasileira. Os interesses alienígenas Mas as relações alienígenas da revista Veja não são recentes nem se dão apenas com os racistas da África do Sul. Até recentemente, ela sofria forte influência na sua linha editorial das corporações dos EUA. A Capital International, terceiro maior grupo gestor de fundos de investimentos desta potência imperialista, tinha dois prepostos no Conselho de Administração do Grupo Abril – Willian Parker e Guilherme Lins. Em julho de 2004, esta agência de especulação financeira havia adquirido 13,8% das ações da Abril, numa operação viabilizada por uma emenda constitucional sancionada por FHC em 2002. A Editora Abril também têm vínculos com a Cisneros Group, holding controlada por Gustavo Cisneros, um dos principais mentores do frustrado golpe midiático contra o presidente Hugo Chávez, em abril de 2002. O inimigo declarado do líder venezuelano é proprietário de um império que congrega 75 empresas no setor da mídia, espalhadas pela América do Sul, EUA, Canadá, Espanha e Portugal. Segundo Gustavo Barreto, pesquisador da UFRJ, as primeiras parcerias da Abril com Cisneros datam de 1995 em torno das transmissões via satélites. O grupo também é sócio da DirecTV, que já teve presença acionária da Abril. Desde 2000, os dois grupos se tornaram sócios na empresa resultante da fusão entre AOL e Time Warner. Ainda segundo Gustavo Barreto, "a Editora Abril possui relações com instituições financeiras como o Banco Safra e a norte-americana JP Morgan – a mesma que calcula o chamado ‘risco-país’, índice que designa o risco que os investidores correm quando investem no Brasil. Em outras palavras, ela expressa a percepção do investidor estrangeiro sobre a capacidade deste país ‘honrar’ os seus compromissos. Estas e outras instituições financeiras de peso são os debenturistas – detentores das debêntures (títulos da dívida) – da Editora Abril e de seu principal produto jornalístico. Em suma, responsáveis pela reestruturação da editora que publica a revista com linha editorial fortemente pró-mercado e anti-movimentos sociais". Um ninho de tucanos Além de ser controlada por grupos estrangeiros, a Veja mantém relações estreitas com o PSDB, que é o núcleo orgânico do capital rentista, e com o PFL, que representa a velha oligarquia conservadora. Emílio Carazzai, por exemplo, que hoje exerce a função de vice-presidente de Finanças do Grupo Abril, foi presidente da Caixa Econômica Federal no governo FHC. Outra tucana influente na família Civita, dona do Grupo Abril, é Claudia Costin, ministra de FHC responsável pela demissão de servidores públicos, ex-secretária de Cultura no governo de Geraldo Alckmin e atual vice-presidente da Fundação Victor Civita. Não é para menos que a Editora Abril sempre privilegiou os políticos tucanos. Afora os possíveis apoios "não contabilizados", que só uma rigorosa auditoria da Justiça Eleitoral poderia provar, nas eleições de 2002, ela doou R$ 50,7 mil a dois candidatos do PSDB. O deputado federal Alberto Goldman, hoje um vestal da ética, recebeu R$ 34,9 mil da influente família; já o deputado Aloysio Nunes, ex-ministro de FHC, foi agraciado com R$ 15,8 mil. Ela também depositou R$ 303 mil na conta da DNA Propaganda, a famosa empresa de Marcos Valério que inaugurou um ilícito esquema de financiamento eleitoral para Eduardo Azeredo, ex-presidente do PSDB. Estes e outros "segredinhos" da Editora Abril ajudam a entender a linha editorial racista da revista Veja e a sua postura de opositora radical do governo Lula.
August 31 Direto da Boca do Jacaré: Senhoras e Senhores, usem filtro solar, o (P)sol faz mal a saúde.
Direto da Boca do Jacaré: Senhoras e Senhores, usem filtro solar, o (P)sol faz mal a saúde.
Companheiros e companheiras (será?) do PSOL: tenho acompanhado várias de suas mensagens pelo mundo dos Internautas. Conheço o PSOL e a ideologia escrita nos estatutos e manifestos (o papel aceita tudo). Já fui um simpatizante dos "troskos", e aprendi muita coisa, principalmente ser solidário nas lutas, respeitar os adversários e distinguir o inimigo. Agora, eu não posso acreditar que vocês façam todo o trabalho sujo da direita, deixando o PFL e o seu partido de aluguel (PSDB) saírem como bons mocinhos. Ou seria o PSOL mais um partido de aluguel?
Todos conhecem o presidente banqueiro e fascista do PFL e seus correligionários e tudo que fizeram de mal ao nosso Brasil. Eles são do mau. Vocês do PSOL ao que parece, vivem única e exclusivamente para atacar LULA, o PT ou outros ícones da esquerda brasileira. Nem bons trotskistas são, pois esquecem das lutas e da vanguarda internacionalista. A HE faz campanha com flores na mão, mas eu pergunto: vocês sabem o símbolo da Internacional Socialista? Sabem cantar o hino da Internacional? Entendem o significado? É bom aprender e refletir. Uma dica: iniciem andando com uma rosa vermelha empunhada na mão esquerda, seguindo a tradição da Internacional Socialista. Aconselho também, leitura como “Vida e obra de Rosa Luxemburgo.”
A menos que vocês tenham lido e assimilado uma nota oficial do partido de aluguel, o PSDB, em outubro de 2003, cujo primeiro parágrafo constava: “Só a ignorância pode explicar - sem, no entanto, justificar -- o sectarismo presente à organização do XXII Congresso da Internacional Socialista, que acontece em São Paulo na próxima semana. O encontro deixou de lado forças representativas do campo progressista brasileiro, em especial o PSDB, numa demonstração de manipulação partidária, oficialismo e desconhecimento de nossa realidade política que é de causar vergonha aos que, ao longo da história, empunharam as bandeiras nobres da Internacional Socialista”. Se vocês me permitirem: Meu Deus, quanta asneira foi escrita na nota do partido de aluguel.
Voltando ao cenário real, vejo HE andando com flores, mas com ódio nos gestos. Também, anda com má companhia. Ou vocês não viram a HE na capa da revista “CARAS”, toda chique (parece roupa da DASLU) e com copo de champanhe (ou se preferir "o champagne") muito caro. O ACM que o diga, pois estava ao lado. O senador banqueiro e pensamento ÚNICO também. E tantos outros ícones da direita “reaça”. Como a senadora gosta de dizer: estava toda a caterva reunida (caterva: bandoleiro, corja, horda, malta, súcia, turba, malta, pandilha, troça, turba). Não é de estranhar, pois as origens da HE são burguesas. Para ela, a burguesia fede, mas fede um gostoso Sensi Eau de Parfum de Giorgio Armani.
Não conseguimos entender, compreender a razão do PSOL e HE utilizar certos métodos numa campanha, livre e democrática. Como vocês gostam de atacar, lembrem um pouco da “direitalha”. Usem e abusem das idéias que a senadora colocou em programa recente na televisão. Debatam suas idéias de cortar os juros a “canetada”. Exponham como colocar as milícias em todas as fronteiras para não deixar o capital financeiro sair e não permitir o capital especulativo de entrar. Mostrem como governar com um Congresso, com seus 7 (sete) deputados que vão eleger. Negociem as reformas com os governadores, com toda a força que vocês supostamente acreditam ter. Gritem aos "militantes, simpatizantes e povo brasileiro" para arrecadar o montante que irão gastar na campanha e façam a prestação de contas. (Não vale dizer que não sabe quanto gastou, como a senadora disse quando foi eleita pelo PT, nem como ela disse que o tesoureiro era o responsável.).
Da forma que HE e o PSOL age e trata outros, só tenho um alerta para o povo brasileiro: “Usem filtro contra o PSOL, a exposição prolongada faz mal a saúde.” Se os neo-trotskistas agora acreditam em Deus, que Deus os ilumine!.
Direto da Boca do Jacaré: “Proletários de Todo o Mundo, Uni-vos!” nhac ... nhac ... nhac
August 29 O jornalismo covarde de Veja e o silêncio profissional O jornalismo covarde de Veja e o silêncio profissional, por Renato Rovai Vi esse Mainardi, que mentiu na sua coluna, encostado no fundo do plenário, por horas, falando baixinho e olhando pro chão. Parecia ter medo que alguém lhe fosse cobrar honestidade ou coisa do gênero.leia aqui: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_covarde.htm "PT E O OURO DE HAVANA: Quando a expectativa é grande e faltam fatos, inventa-se", por Alberto DinesO PT não chega a ser um modelo de coerência, mas a gloriosa Veja, há algum tempo, deixou de ser modelo de bom jornalismo.leia aqui: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_ouro_cuba.htm Revista Veja: Laboratório de invenções da elitePor Anselmo Massad, da revista Fórumhttp://www.novae.inf.br/pensadores/veja_invencoes_elite.htm Manipulação e maldade: Matérias encomendadas, fotos manipuladas, para desmoralizar os sem-terra. Fraternidade com os excluídos só da boca para fora da "família brasileira". Um movimento popular ganhava atenção e simpatia da opinião pública fazia dois anos. Era preciso desmoralizá-los. Em junho de 1998, a capa da revista semanal com maior tiragem do país enquadrava uma das lideranças do movimento com uma iluminação avermelhada produzida nas telas de um computador sobre o rosto com uma expressão tensa. A chamada não deixava dúvidas: “A esquerda com raiva”. O rosto demonizado era de João Pedro Stédile, líder do movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), e a publicação, Veja. Na matéria, além de explicitar sua posição, descredenciando o movimento por defender idéias contrárias às defendidas pela revista, os sem-terra eram apresentados como grupo subversivo-revolucionário, quase terrorista. Apesar das quase duas horas de entrevista, só foram aproveitadas declarações do líder de debates sobre socialismo em congressos devidamente descontextualizados. Stédile conta que, após a publicação daquela reportagem, ele e as lideranças do movimento tomaram a decisão de não atender mais à revista. Na época, uma carta anônima circulou por correio eletrônico revelando supostos detalhes de como a matéria teria sido produzida. A carta não comprova nada, e atribui ao secretário geral de Comunicações de Governo de Fernando Henrique Cardoso, Angelo Matarazzo, a “encomenda” para desmoralizar os sem-terra. A iniciativa de não dar entrevistas à Veja também foi adotada por Dom Paulo Evaristo Arns, ex-arcebispo da Arquidioscese de São Paulo, quando presidia a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O motivo era a distorção da cobertura. Procurado, não quis discutir o tema, apesar de manter a determinação de não conversar com jornalistas do veículo. O presidente venezuelano Hugo Chávez é o mais recente alvo no plano internacional. Em 2002, Veja chegou às bancas no domingo com a chamada "A queda do presidente fanfarrão", quando a reviravolta já havia ocorrido e a manobra golpista denunciada. A "barriga", jargão jornalístico empregado a erros da imprensa, não foi sequer corrigida ou remediada. Em 4 de maio desse ano, Hugo Chávez voltou a ser alvo da revista, com a pergunta na capa "Quem precisa de um novo Fidel?", ditador cubado a quem a revista sempre se esperneou. A lista é extensa, mas as razões derivam de uma fórmula simples. “Veja faz um jornalismo de trás para a frente”, explica Cláudio Julio Tognolli, repórter do semanário na década de 1980 e hoje professor da USP. Segundo ele, se estabelece uma tese e a partir dela se parte para a rua, para a apuração. Ouvir lados diferentes da história e pesquisar sobre o tema são práticas que não alteram a “pensata”, jargão para definir a tese que a matéria deve comprovar. Dentro da redação, o melhor repórter é o que traz personagens e fontes para comprovar a tese. “Assim, Veja ensina à classe média bebedora de uísque o que pensar”, alfineta. Júlio César Barros, secretário de redação da revista, negou esse tipo de procedimento, em entrevista realizada em meados de 2003. Ele admitiu, porém, que a posição da revista é muito clara e conhecida por todos, do estagiário ao diretor. “Medidas irresponsáveis, que atentem contra as leis de mercado ou tragam prejuízos para a economia não terão apoio da revista, que prefere políticas austeras e espaço para o empresariado”, resumiu. A versão oficial do jornalismo praticado pela revista é de que, depois de ouvir especialistas e as pessoas envolvidas, o repórter normalmente já tem uma opinião formada sobre o assunto e a reproduz na matéria. Quem já trabalhou na revista nega. “As assinaturas das matérias são uma ficção”, sintetiza um ex-colaborador da revista que não quis se identificar. As matérias são reescritas diversas vezes. O repórter entrega o texto que é modificado pelos editores, depois refeito pelos editores executivos e, por fim, pelos diretores de redação. No final da “linha de montagem”, o repórter, que pacientemente aguardou a edição para uma eventual necessidade de verificação de dados, não tem acesso ao texto até ver um exemplar impresso. O processo é narrado no livro do ex-diretor de redação da revista Mário Sérgio Conti, que fez parte da cúpula da publicação até 1997, como chefe de redação e diretor. A opinião que prevalece é a da revista, ainda que todos os entrevistados tenham dito o oposto, mesmo que para isso seja preciso omiti-las do leitor. A criação de frases de efeito para os entrevistados foi, durante a década de 1980, prática comum, conforme narram diversos jornalistas ex-Veja. É do inventivo do ex-diretor Elio Gaspari a frase assumida por Joãozinho Trinta: “Quem gosta de pobreza é intelectual”. Outras foram criadas, algumas sem consulta, no caso de fontes mais próximas aos repórteres e diretores, que ganhavam carta-branca como porta-vozes de certas personalidades. No quesito busca de frases, Tognolli conta que elaborou com colegas um dicionário de fontes que incluía verbetes como “Sindicalista que fala bem da direita” ou “Militar que fala bem da esquerda”. O material informal de consulta chegou a 70 verbetes e inúmeros nomes. Algo essencial para os dias de fechamento e encomendas de declarações sob medida. Veja por dentro Assim como outras revistas semanais, a estrutura é extremamente centralizada. Até o cargo de editor, o jornalista ainda é considerado de “baixa patente”, ou seja, não decide grandes coisas sobre o que será publicado. Dos editores executivos para cima já se possui poder sobre a definição do conteúdo, mas os profissionais são escolhidos a dedo. Além de competência profissional — qualidade de texto, capacidade intelectual e ampla bagagem cultural — é preciso estar muito alinhado com a editora. Afinados, os diretores têm grande liberdade para controlar a equipe. Quanto ao conteúdo, o espaço é considerável, ainda que o presidente do conselho do grupo, Roberto Civita, o herdeiro do império da Editora Abril, participe das reuniões que definem a capa de Veja, junto do diretor de redação, do diretor-adjunto (cargo hoje vago), do redator-chefe e, eventualmente, do editor-executivo da área. O ex-redator-chefe, atualmente diretor do jornal Diário de São Paulo relata que Civita sempre foi muito presente na redação, ainda que sem vetos ou imposições do patrão. Leite sustenta que as matérias e capas sempre foram feitas ou derrubadas a partir de critérios jornalísticos. “Roberto Civita acompanhava a confecção da revista, sabia de seu conteúdo e dava sua opinião em reuniões regulares com os diretores da revista. Mas, de vez em quando, até saíam matérias com as quais ele não estava de acordo”, garante. Leite afirma que, nesses casos, cobrado por políticos e empresários, Civita respondia que “não controlava aquele pessoal”. “Claro que controlava, mas sabia que fazer revista não é igual a fabricar sabonete”, compara. A revista busca agradar a quem a compra: a classe média conservadora. A tiragem semanal da revista é de 1,1 milhão de exemplares, sendo 800 mil assinantes e o restante vendido em banca. “A maioria dos que compram, gostam das opiniões, gostam do Diogo Mainardi”, lamenta Raimundo Pereira, um dos primeiros editores da revista na época em que lá ainda trabalhava o seu criador, Mino Carta. A cúpula da publicação reflete esse perfil. O diretor de redação Eurípedes Alcântara e o ex-diretor da revista Exame Eduardo Oinegue, autor da matéria de 1998 sobre os sem-terra, são membros do São Paulo Athletic Club, o Clube Inglês, freqüentado pela elite paulistana. Oinegue costumava defender que os jornalistas devem circular e manter amizades no meio em que cobrem. Entre empresários, se a editoria é Economia, políticos, se é Brasil etc. Os preconceitos da elite são refletidos pela revista. Além dos movimentos sociais, há quem relate que um dos bordões de Tales Alvarenga, atual diretor de publicações, em sua fase à frente da revista era: “Não quero gente feia”. Por gente bonita, referia-se não apenas a padrões estéticos de magreza, mas também aqueles ligados à cor da pele. Segundo colaboradores próximos, fotografar negros seria quase certeza de material desperdiçado. A despeito de comentar o livro de Mário Sérgio Conti, o ex-editor-executivo de Veja, hoje diretor do Diário de São Paulo, Paulo Moreira Leite, criticava a obra por ser parcial demais e não ser fiel aos fatos, especialmente os que envolviam os amigos do diretor. “A amizade e a proximidade excessiva com os poderosos são o caminho mais comum e mais eficaz para a impostura e a falsidade, o erro e a arrogância”, afirmava na época. Procurado novamente para falar a respeito, recusou-se a falar mais sobre Conti. Falando em amizades, um caso em que essas relações foram reveladas, mas nem por isso foram explicadas ocorreu em novembro de 2001. O nome da editora de economia de Veja, Eliana Simonetti, aparecia na agenda do lobista Alexandre Paes dos Santos. Ela recebeu a quantia de 40 mil reais em empréstimos, segundo sua própria estimativa. A revista, de acordo com a jornalista, sabia do relacionamento. Quando os repasses vieram a público, ela foi demitida, sob a alegação de "relacionamento impróprio" com uma fonte. O maior problema é que a informação surgiu a partir de uma agenda do lobista, envolvido com empresas transnacionais e influência direta sobre funcionários do Palácio do Planalto. Quem revelou a existência do documento foi Veja, cuja reportagem fez vista grossa ao nome da colega. Para dar satisfação à opinião pública, a revista publicou somente uma nota a respeito. Nenhuma investigação foi promovida sobre eventuais matérias compradas, hipótese negada pela ex-editora e pela revista. Simonetti não respondeu aos contatos, mas afirmou, à época, que "todo jornalista tem seu lobista", colocando toda a classe sob suspeita. Ela processou a Abril, e ganhou em primeira instância no ano seguinte o direito à indenização de 20 vezes o valor do último salário. Império Publicações tradicionais do mundo todo têm sua posição claramente conhecida pelo público, sem roupagem de imparcialidade. Os questionamentos éticos aparecem quando as relações por trás desses interesses não são transparentes ao público leitor. Um dos motivos dessa falta de transparência é o surgimento dos grandes conglomerados de comunicação. Esse fenômeno adquire contornos mais dramáticos no Brasil, que permite a propriedade cruzada dos meios de comunicação (uma mesma empresa detém meios impressos e televisivos, por exemplo). O presidente da Radiobrás e ex-diretor de publicações da Abril, Eugênio Bucci, alerta que os grupos transnacionais de entretenimento compram TVs e jornais e os restringem a um mero departamento. “A pergunta que se colocava antes era se o jornalismo é capaz de ser independente do anunciante. Hoje se questiona se ele é capaz de ser independente do grupo que o incorporou”, avalia. A concentração dos veículos de comunicação nas mãos de poucos grupos, ainda que nacionais, é a marca da história da mídia no Brasil. O grupo Abril não foge à regra. Ele abarca um complexo que envolve 90 revistas, duas editoras de livros (Ática e Scipione), uma rede de TV (MTV), uma de TV a cabo (TVA) e uma rede de distribuição de revistas em banca de jornal (Dinap), além de inúmeras páginas na internet. Tem sete das dez revistas com maior tiragem no país e, nesse quesito, Veja é a quarta maior do mundo. “A Abril faz o que for preciso para expandir seu império, se for preciso derrubar um artigo da Constituição, alterar leis ou políticas, ela usa suas publicações para gerar pressão”, sustenta Giberto Maringoni, jornalista, chargista e doutorando em história da imprensa. A evolução do império Abril dá uma mostra de como ela soube usar bem sua, digamos, habilidade. O início das atividades se deu em 1950, com a publicação das revistas em quadrinhos do Pato Donald, personagem de Walt Disney. O milanês Victor Civita aproveitava a licença para a América Latina e a amizade do irmão Cesar com o desenhista norte-americano para lançar os produtos. Apesar de simbólico, não se pode dizer que o grupo tenha sido um propalador de enlatados norte-americanos ou produzido materiais de má qualidade em sua história. O surgimento de diversas revistas, incluindo Veja, um semanário informativo — e não uma revista ilustrada, como o nome e as concorrentes sugeriam —, o lançamento de coleções na década de 1960, como A conquista do espaço, a revista infantil Recreio, sob o comando da escritora Ruth Rocha, e a revista Realidade, uma das melhores feitas no país até hoje, são exemplos de publicações de qualidade da editora. Qualidade que não se manteve, segundo o diretor responsável pela criação de Veja em 1968, Mino Carta. Ele considera a publicação da Abril muito ruim, assim como todas da grande imprensa brasileira, à qual lê muito pouco, para “não sofrer demais”. Na época em lançou o livro Castelo de Âmbar (Editora Record, 2000), afirmou aos quatro ventos a incompetência e até a “imbecilidade”, em suas palavras, dos donos da Abril, que “não entendiam nada de Brasil, assim como não entendem ainda hoje.” O episódio da demissão de Carta do seu posto na revista Veja é um exemplo do tipo de interesses que pautam os donos da Abril e o jornalismo de suas publicações. A censura prévia havia sido suspensa em março de 1974, com a posse do general Ernesto Geisel. Combativa, a redação publicou três capas seguidas com duras críticas ao governo. A gota d'água para o regime foi uma charge de Millôr Fernandes, que apresentava um preso acorrentado e um balão com a fala de um carcereiro oculto, do lado de fora da cela: “Nada consta”. Na negociação operacional da censura, Carta conta que Roberto Civita, filho de Victor, ofereceu a cabeça de Millôr a Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil, para tentar evitar a censura. O então ministro da Justiça, Armando Falcão, queria a cabeça de Carta. No livro, ele menciona uma carta escrita por Sérgio Pompeu de Souza, o preferido de Falcão e diretor da sucursal de Brasília, sugerindo ao conselho a demissão do diretor para facilitar as coisas para a revista. Carta afirma que, entre as facilidades, estava incluso a liberação de um financiamento da Caixa Econômica Federal para saldar uma dívida de 50 milhões de dólares no exterior. Na versão oficial, reproduzida no livro de Conti, os Civita queriam noticiar os progressos do país e Carta, só os aspectos negativos do regime. Queriam ainda expandir o grupo, com a construção de hotéis. Foi preciso ceder ao governo. O episódio decisivo foi a exigência da demissão do dramaturgo Plínio Marcos, colunista da revista. A negativa de Carta em fazê-lo foi o motivo alegado para o seu desligamento, em abril de 1976. Dois meses depois, a censura na revista acabou. Desde então, Veja tem servido a interesses políticos e econômicos para preservar os seus, ainda que isso implique mudança de posição. Um exemplo foi o comportamento na ascensão e queda do ex-presidente Fernando Collor de Melo. O livro Notícias do Planalto, de Mário Sérgio Conti, conta em detalhes o período, ainda que inclua a maioria da grande imprensa. Da capa sobre "O caçador de marajás", em 1988, até a “Caso encerrado”, sobre a morte de Paulo César Farias, a despeito do laudo do médico-legista Fortunato Badan Palhares, em 1993. A adesão automática à candidatura alternativa aos perigosos Leonel Brizola e depois Luiz Inácio Lula da Silva, favoritos naquele pleito, foi dando lugar aos escândalos de corrupção no decorrer do governo. Os que têm seus interesses atendidos pela revista também mudam. Para Tognolli, durante a década de 1980, a revista vivia sob a tutela de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), quando Elio Gaspari era o diretor da revista. Nos anos de Mário Sérgio Conti, houve uma pequena melhora, até a transição ocorrida nos anos de Fernando Henrique em Brasília. “O que antes era ninho dos baianos, hoje é ninho dos tucanos. Quem começou a campanha da mídia contra o atual governo foi Veja”, sustenta. Um levantamento das capas entre os anos de 2000 e 2005 mostram claramente o seu jornalismo tendencioso. Política interna e economia são os temas de capa mais freqüentes em 2000, 2002 e 2005. Curiosamente, em 1998, ano de eleições federal e estadual, esses temas estiveram bem ausentes: só foram destacados em 11 das 52 edições. Nada se compara a 2005, em que quase metade das 28 capas produzidas até o fechamento desta reportagem destaca temas políticos. Desnecessário dizer que o prato principal era a corrupção. Um exemplo foi o uso de uma pesquisa do Instituto Ipsos Opinion, divulgado pela revista na edição de 13 de julho. No levantamento, constatou-se que 55% dos entrevistados acreditavam que Lula conhecia o esquema de corrupção, ao mesmo tempo em que a popularidade pessoal e do governo permaneciam estáveis em relação ao estudo anterior. A avaliação dos analistas do grupo, de que a imagem do presidente permanecia intacta, foi omitida, o inverso do apregoado pela reportagem de capa. A visão dos autores só foi publicada depois de duas edições na seção de cartas, sem o menor destaque. Raimundo Pereira acredita que, se não fosse o caso do financiamento de campanha, é bem possível que se achasse outro assunto para desmoralizar o atual governo. “Veja não está isolada em sua ação, mas é a ponta de lança, a que tem mais prestígio e circulação”, avalia. Tratamento bem diferente daquele dado ao caso da compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, em 1997. Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre o assunto, com o rosto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada “Reeleição” e “A compra de votos no Congresso”, em letras menores. Como se não fosse corrupção. Assepsia total para o Planalto. Um servilismo ao governo que, com os petistas no poder, se transformou em ódio. :: Antonio Palocci desmoraliza a VejaLuiz WeisLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_desmoralizada_por_palocci.htm :: Veja deve explicações ao paísAlceu NaderLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_deve_explicacoes.htm :: Veja financia PSDBMarco Aurélio WeissheimerLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_financiou_psdb.htm :: Veja e PSDB: unha e carneLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_psdb.htm :: O jornalismo manipulador da Veja se volta contra escritoresAdemir AssunçãoLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_contra_escritores.htm :: Veja e o racismoPor Antonio Sampaio DóriaLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/veja_racismo.htm :: Um novo agosto com outros fortunatosPor Frédi VasconcelosLeia: http://www.novae.inf.br/pensadores/outros_fortunatos.htm :: O silêncio tucanoMarco Aurélio Weissheimer Leia: http://www.novae.inf.br/pensadores/caixa2_psdb.htm Sanguessugas começaram a agir desde 1998, quando SERRA assumiu como ministro da SaúdeSanguessugas começaram a agir desde 1998, quando SERRA assumiu como ministro da Saúde. CPI não pode dormir com um barulho desses July 30 Da Boca do Jacaré: O dia que a Lúcia Hipólito engoliu o gozo!!!Da Boca do Jacaré: O dia que a Lúcia Hipólito engoliu o gozo!!!
A matéria que segue é com poucas modificações, a que a imprensa brasileira em geral noticiou logo após o anúncio da pesquisa IBOPE em 25 de julho: “Lula seria reeleito no primeiro turno, diz Ibope. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial Com 44% da intenção de votos, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (25/07) pelo "Jornal Nacional", da Rede Globo. Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, aparece em segundo lugar com 27%. Os números, segundo o Ibope, dão a vitória a Lula já no primeiro turno. Por outro lado, na simulação de segundo turno, a diferença entre Lula e Alckmin diminuiu de 22 para 9 pontos percentuais. O presidente supera o tucano por 48% a 39%. No último levantamento, realizado entre 28 e 31 de maio, o presidente batia o ex-governador paulista por 53% a 31%." E assim, deu-se a notícia na mídia em geral. Mas, temos um grande “mico”, ou uma “barrigada” como dizem na imprensa. Todos sabem da mesada que alguns “profissionais” recebem do PFL, através do presidente banqueiro e seu partido de aluguel (PSDB), montando factóides e utilizando a poderosa e parcial mídia brasileira, na estratégia da mentira para confundir os brasileiros. Num primeiro time, temos as malditas e "gastosas" viúvas do FHC com suas esdrúxulas notas e opiniões diárias nos meios de comunicação. Segundo chegou nesta coluna, a tal Lúcia H. gozou no dia que anunciou na CBN, próximo das 18hs, que no Blog do Noblat o IBOPE daria a pesquisa já com 2º turno. Logo após no JN, sai pesquisa do IBOPE com outros números, com vitória de LULA no 1º turno. Ah..., tenho certeza que ela engoliu o gozo. Que engoliu, engoliu. Direto da Boca do Jacaré, sem gozação: “Vou sair na chuva que está chegando, pois Jacaré no seco não anda.” Nhac ... Nhac ... Nhac .... |
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